Ilha do governador tem novo Sub Prefeito: Quintino Gomes
Em 9 de julho de 2008 por Thiago Velloso
Uma das vantagens de quando se começa a manter um blog de grande visitação é que você acaba lendo de tudo sobre o assunto abordado, no caso, o Rio de Janeiro. Leio todos os dias todos os pontos de engarrafamento, alagamento, tiroteios, e… politica.
Como vocês sabem, tento me manter o mais imparcial possível. Então o post de hoje é mais uma notícia mesmo, para os nossos leitores assíduos. Digo nossos, me referindo aos diversos blogs que tratam do tema Rio de Janeiro:
O prefeito César Maia decretou hoje a exoneração da administradora regional, Sônia Fonseca, que desde a saída de Jimmy Pereira, assumia provisoriamente o cargo de subprefeita. O novo suprefeito da ilha chama-se Quintino Gomes Freire dos Santos e na vaga de Sônia foi nomeado o administrador Luiz André da Silva.
Aqui ficam os parabéns do Rio Temporada. Você merece merece ;)
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Comentários
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agosto 30th, 2008 at 3:01 am
http://eleicoes.uol.com.br/2008/ultnot/2008/08/26/ult6022u95.jhtm
Qual é o problema do Rio.
Como podemos querer um Rio melhor se na essência não exigimos dos nossos governantes o cumprimento da democracia via constituição da república.
Antes de qualquer análise, precisamos ter consciência de que estaremos errando, e muito, se tentarmos comparar qualquer cidade deste estado ou país à cidade do Rio. Os problemas do Rio devem-se ao processo de gestão corrosivo, eleitoreiro e maldoso que nos impõem a ganância eleitoral municipal.
Na essência (já começa errado), os vereadores mais votados que deveriam ser nossos representantes na câmara (isso é a democracia) são transformados em secretários municipais (ao bel-prazer do prefeito) e os menos votados, às vezes terceiro suplente (Wanderley Mariz, por exemplo) acabam sendo nossos representantes, contrariando totalmente o princípio democrático. Embora o prefeito esteja amparado para esta atitude, nada fazemos para “cortar o mal pela raiz”, deixando, por exemplo, de votar em todos os candidatos cujos números comecem com a mesma dezena 25. Com esta aceitação, criamos vícios eleitorais por toda a cidade, que acabam privilegiando os apadrinhados políticos em detrimento dos que tentam levar uma vida independente destas falcatruas e o mais honesta possível. Faça um teste: tente adotar uma praça pública dando entrada do pedido na prefeitura.
Os problemas de segurança pública surgem exatamente neste ponto: desigualdade e insatisfações diversas. Favorecimentos e políticas eleitoreiras permitem que presidentes de associação de moradores, os mesmos que negociam obras com os sub-prefeitos e futuros candidatos a vereador, sejam da aceitação do tráfico.
Não têm sido raras as notícias destes presidentes sendo procurados por estarem associados à criminalidade. Pois estes presidentes procurados são os mesmos que sentam nas sub-prefeituras e secretarias municipais para “negociarem” obras.
A violência do Rio é cíclica e tem seus picos em meses que antecedem às eleições (tirem suas conclusões). O que fazem com as pessoas de bem das comunidades carentes é covardia.
RIO CIDADE + FAVELA BAIRRO = RIO CIDADE FAVELA
Procuremos observar melhor as doações de áreas públicas para cabos eleitorais, funcionários públicos municipais ou para aqueles comerciantes que ajudam nas eleições. Ou você acha que as mesas de bares no asfalto, praças públicas com balanços e escorregas substituídos por gastronomia, carros da prefeitura utilizados por particulares, etc, são casuais ?
- Eider Dantas, ex-secretaria de obras, facilita liberação de praças para trailers via funcionária secretária. Hoje “CAJU LANCHES” em praças da Ilha tem até franquia.
- Wanderley Mariz, ex-secretaria de trabalho, além de facilitar liberação de praças, foi réu em CPI (engavetada) do piscinão do dendê.
- Indio da Costa, ex-secretaria de Educação, foi réu em CPI (engavetada) do superfaturamento da merenda escolar.
- Nadinhos e Natalinos, políticos-réu em CPI das milícias. Você acha que são apenas eles? Qual a diferença do que chamam milícia nas favelas para as ruas-condomínio em áreas de classe média-alta, que são liberadas por estes “nossos representantes”?
- o que significa um secretário municipal presenta na inauguração de uma luxuosa clinica particular na Ilha? Com este tipo de gente, sabe quando teremos o hospital público em condições ? NUNCA.
- o que seria do “centro comunitário” do Jorge Pereira, Graça Pereira e Jimmy Pereira, aliados do prefeito que muito contribuíram para deixar o Rio na condição atual, se tivessem um hospital público em condições de concorrer com as “dentaduras” que trocam por votos?
Resultado: com o prefeito César prometeram novo Paulino Werneck, venceram as eleições passadas e não fizeram hospital. Hoje simulam briga, apóiam Crivella e continuam prometendo hospital.
- com todo respeito que os deficientes merecem, hoje o Wanderley Mariz promete trabalhar pelos deficientes. Lembramos que em passado recente foi instaurada CPI que investigava recolhimento dos barcos de pesca de pobres deficientes pescadores por ordem do então sub-prefeito. Que vergonha!
- por favor, quando encontrarem o tal de Wanderley Mariz num destes semáforos da Ilha entregando panfletos, avisem a ele que desde novembro de 2007 ele está cometendo crime, já que o prefeito decretou a proibição da entrega de panfletos de qualquer espécie nos semáforos do Rio.
Sem generalizar, a imprensa, por sua vez, aos seis meses (mais ou menos) que antecedem as eleições, muda totalmente seus comportamentos, ficando calados. Me parece que O Globo, na coluna cartas dos leitores tem “filtrado” menos (tomara), enquanto O Dia, Extra, etc, “sumiram”. Recentemente O Dia publicou lista dos vereadores que menos faltaram as votações e fazia média com o apadrinhado Wanderley Mariz. Como pode ser um dos menos faltosos se era secretário de trabalho ?
FIQUEMOS ATENTOS, HÁ INDÍCIOS DE ALIANÇA NO SEGUNDO TURNO ENTRE O BISPO CRIVELLA E OS PROTAGONISTAS DO CAOS DO RIO. SERÁ A CONTINUIDADE? Fiquem atentos: o vice prefeito do Crivella (Jimmy Pereira) foi sub-prefeito do atual prefeito.
De qualquer forma, se queremos mudar o Rio e o futuro de nossos entes, NÃO VOTEMOS EM NÙMEROS QUE COMECEM COM 25.
Gilson O. Borba